quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Vislumbre de eternidade

O vento impressiona,
Em dia de tempestade...
Ele chicoteia a carne, nubla a alma
Empurra para nossos olhos
Toda a sujeira da cidade

Nos deixa como cegos,
Que tateiam na escuridão...
Em dias melancólicos,
De crises existenciais
Não há pergunta a ser respondida
Não há verdade que não doa demais

Pobre poeta, sem futuro sem profissão
Amar demais
Sofrer demais
Querer... Viver demais
Já não é uma opção
Mas uma auto-afirmação de liberdade

Uma vida livre
Sem barreiras, sem fronteiras
Sem estereótipos ou carreiras
Sem que um puto me diga o que fazer...
Sem que alguém me diga como viver...

Apostar e errar
Errar e acertar
Arriscar e perder
Aprender...
Tudo isso é viver

E eu caro leitor...
Só quero permissão
Para na minha vida meus caminhos escolher

Mesmo que ande na contramão
Mesmo que não ganhe um milhão
Mesmo que da rosa, só sobre o espinho
Mesmo que nunca beba os melhores vinhos

Tudo para quê quando velho,
Possa dizer:
Eu sou feliz, meus caminhos pude escolher,
Fiz tudo que podia e queria fazer.

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