Escrito em insônia
Sem moral nem direção
Fruto apenas, da imaginação
Sujo, vulgar, noite de azar
Em tom mórbido depressivo...
Valores que não se encontram
Em livros
Mas na realidade, assustadora e fria
Rimas perigosas, aprendidas
Num Brasil...de escolas fudidas
Públicas de ruins a piores...
Cheias, de pessoas esperançosas...
Que não desistem,
E continuam a bater na porta
Pessoas boas, de puro coração
Que comem o lixo,
De uma minoria da nação...
O resto aos pobres
Eles não precisam de educação,
Deixa a caridade, para os dias de eleição
Hipócrita...nega teu povo
Desertor... trai tua pátria
Pobre de espírito... Alma de flagelado
Mas a culpa não é tua, a culpa é nossa
Que sempre aceitamos as tuas propostas...
Nação de poucos
Levantada por muitos
Destruída por todos...
Só nos resta a diversão,
Aproveitar nossas meninas
Que vivem de prostituição
Viver de restos,
Brincar de cidadão
Em nosso barraco...
Forjado na ilusão.
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