sábado, 30 de outubro de 2010

As vezes

As vezes, me sinto só...
Como um rato sem buraco,
um coelho fora da cartola...

Tão ruim quanto isso,
é saber que não me encaixo,
em vida tão tediosa...
Sem altos, sem baixos...

Bêbado estou, embriagado...
De ilusão...
Um dia ser poeta, apaixonado,
Médico de plantão [ha...ha...ha]

Ao reunir tantos sonhos
esquecemos dos pesadelos,
das tristes mazelas
de nossa existência singela...

Desafiado a buscar
quinquilharias inutéis...
Carros,casas,status.
Que não levarei ao buraco.

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